Jamais houve um tempo em que o Bem inexistiu, porque tudo, inclusive o tempo, existe por criação do Bem, que é Deus!
Houve sim um momento em que o mal, fruto da soberba, tomou espaço entre a criação de Deus, após ter sido lançado às profundezas da derrota eterna.
Compreender e aceitar a existência do Bem e do mal é fundamental para que possamos refletir juntos. Se você não tem essa convicção, te convido a dar espaço para os assuntos que serão ponderados aqui, porque os temas serão legais e vão provocar reflexões impactantes.
Eu e você temos uma chave, que pode abrir a porta do Bem e a do mal a qualquer momento, o tempo todo, em todas as ações que tomamos. Essa chave se chama decisão e tem poderes sobrenaturais!
O dia a dia nos apresenta situações decisivas que podem ser tão delicadas como a menor das plumas, ou pesadas como uma montanha imensa. Estas circunstâncias da vida são uma estrada sensível na qual viajamos na velocidade e direção que escolhemos. A cada instante ou situação andamos um pouco, às vezes paramos e outras aceleramos descontroladamente. Até aqui refletimos sobre o óbvio, mas é exatamente nesse ponto fundamental que a chave da nossa decisão abre a porta certa ou a errada. Toda decisão parte da nossa individualidade, por isso, é muito importante pensar que tanto o Bem, como o mal nos miram com singularidade, nos afetam com exclusividade e nos transformam particularmente.
Agora, pense em você, exclusivamente em você e no valor que tem para si. Se as pessoas soubessem tudo que você pensa nos momentos mais íntimos, o resultado seria desastroso, porque a sua individualidade carrega informações exclusivas que não precisam ser expostas aos outros. O Eu inviolável é guardado como tesouro e essa é a evidência da nossa importância para o Bem e para o mal, porque é exatamente a forma como direcionamos nosso interior que fará com que a chave abra uma ou outra porta.
Quando estamos junto com outras pessoas somos um grupo de individualidades nos relacionando, e cada um de nós recebe e distribui valores. Quais valores você tem entregado às pessoas com quem se relaciona? São valores positivos que ajudarão as pessoas a caminharem por suas estradas? Ou são âncoras pesadas que você entrega a elas quando estão precisando de uma boia? Já recebeu de presente um peso quando está se sentindo sem chão?
Cada um de nós é um universo de vida movimentando mundos de emoções e ideias que causam efeitos muito mais amplos do que podemos controlar. Somos criaturas incríveis com duas dimensões determinantes, a interior e a exterior, ambas carregam a possibilidade de receber e transmitir o mal e o Bem, tanto para si, quanto para as outras pessoas. Aí está a importância da nossa decisão, ela é a responsável pela equalização daquilo que absorvemos e das coisas que entregamos, é a decisão que escolhe qual porta será aberta. Decisão é a ação mais importante das nossas vidas, está presente em tudo que fazemos desde o mínimo movimento, até a mais preciosa estratégia de objetivo.
O que nos faz decidir?
O caminho de uma decisão passa pela convicção que temos a respeito da necessidade que se apresenta. Podemos decidir também de forma insegura, ou baseados nas convicções dos outros. E de onde vem nossa convicção?
Desde o instante em que recebemos a vida, tudo que está no ambiente nos influencia, seja no útero materno, no momento em que nossos pulmões conhecem o ar pela primeira vez e durante o tempo todo em que conseguimos respirar e ter domínio da consciência. As influências exercem um papel determinante para a formação do nosso interior, que consequentemente motivará nossas ações exteriores. E o que tem poder para nos influenciar? Há algo importante para refletir nesse aspecto e que faz grande diferença quando é compreendido.
Faça com que seu pensamento imagine quais influências absorveu desde a saída do ventre da sua mãe. É um exercício complexo, porque certamente irá se deparar com uma imensidão de possibilidades e perceberá que, por ser um recém nascido, não tinha referência sobre coisa alguma, estava diante de um novo mundo e tudo que percebia em volta era aprendizado, mas não tinha nenhuma condição de avaliar o que era Bom e o que era mau para o seu intelecto. Então, analisando dessa forma, se evidenciará a responsabilidade que as pessoas em volta carregavam, pois o recém nascido é uma máquina de absorver e imitar gestos, atitudes, comportamentos individuais e em grupo, tons das vozes, posturas e tudo mais que a linguagem não falada pode oferecer. Quando as primeiras palavras se tornam compreensíveis, o poder da influência se potencializa infinitamente, porque nos atinge profundamente. Pensando sobre isso, imediatamente percebemos a grande importância que temos na influência das crianças próximas a nós.
Percebeu como aprofundamos a reflexão pouco a pouco até que conseguimos nos enxergar totalmente vulneráveis? É exatamente essa vulnerabilidade que abre espaço para o Bem e para o mal, ambos podem acessar nossa vida e oferecer benefícios incalculáveis, como é o caso do Bem, ou ainda nos fazer sofrer prejuízos terríveis, como é essência do mal.
Chegamos então ao núcleo da nossa análise. Reflita!
As influências que absorvemos desde o começo da vida nos moldaram até começarmos a ter autonomia nas decisões, auxiliaram na formação do nosso caráter e deram rumo a hábitos que automaticamente praticamos, nos fizeram parte de uma família e nos agruparam socialmente. Fomos influenciados por todos que de alguma forma participaram das nossas vidas, alguns com grande poder influenciador e outros apenas com pitadas, tudo isso de maneira natural e quase imperceptível. Ao mesmo tempo que tudo isso acontecia nós também influenciávamos as pessoas com quem convivíamos, e esse ciclo de influências é responsável pela transformação do mundo em que vivemos.
Então, chega em nossa vida o precioso momento em que passamos a usufruir do poder da decisão. Começamos a ter autonomia sobre aquilo que queremos e na mesma medida passamos a ser responsáveis por aquilo que oferecemos. Querer e oferecer…
Qual medida podemos usar para decidir se o que queremos e oferecemos vem do Bem ou do mal?
Deus, o Bem eterno!
diabo, trevas do mal
O interesse do mal é único, que a sua vida seja levada às trevas e para isso ele se apresentará a você com as mais doces seduções, usando você como um propagador do mal, mesmo que você não perceba, porque o mal está diluído nas pequenas coisas, ou em porções enormes, quando já habita no coração de quem aceitou os encantos suaves do mal.
O Bem é Deus e Ele tem a eternidade como objetivo máximo da nossa vida. Deus está presente em tudo e a Paz é o sentimento que alivia nosso coração com a presença do Seu Santo Espírito. Deus, em sua mais infinita misericórdia e pelo maior gesto de amor que existe, enviou para nossa vida o Seu Único e Precioso Filho, Jesus. Os passos e ensinamentos de Jesus são a referência Verdadeira de Amor que devemos seguir. Quando Ele foi para a cruz, pagou com sangue sagrado o preço pela nossa vida, e quando ele ressuscitou ao terceiro dia, nos entregou o caminho da Salvação da alma.
Perceba que o Bem e o mal não se misturam em suas essências, mas saiba que nós podemos acessar a ambos com as nossas decisões, o tempo todo.
Reflita sobre isso profundamente e perceba se você recebe e entrega o Bem ou o mal nas coisas que faz e com as pessoas com quem convive!
Desejo que o Bem inunde seu coração com a Paz, que Jesus seja a Salvação e o caminho da sua vida até a eternidade.
Pratica o Bem e tudo que é bom vem!

