O juiz do meu tribunal particular

Um Julgamento, em definição básica, precisa ter alguém para ser julgado pela acusação que recebeu, seu defensor, os fatos, provas e testemunhas a serem avaliados e o juiz que determinará a sentença. No julgamento, as ações da pessoa são comparadas a parâmetros, no caso, as Leis.

Mesmo num julgamento tradicional, onde todas as etapas são percorridas nos rigores estabelecidos pela justiça, não é incomum que a sensação de injustiça aconteça. Um veredito pode realmente aparentar ser injusto, quando o analisamos pelos sentimentos pessoais a respeito das impressões emocionais que temos, porém, de fato, a injustiça pode ocorrer caso as provas, testemunhas, defesa e argumentações não consigam oferecer um ambiente completo e não distorcido para que ocorra o juízo, provocando sentença incondizente com a verdade, sendo que o juiz só pode utilizar o que é apresentado e defendido, para que, ao parametrizar com as Leis, possa expôr sua condenação ou absolvição, não sendo permitido a ele se utilizar das emoções próprias. Todos nós estamos sujeitos a sermos levados ao tribunal, caso venhamos a cometer atitudes ilegais.

Esse julgamento tem o objetivo de realizar a mediação e acabar com conflitos, por meio das justificativas que um árbitro expõe em sua sentença, mas existem outros importantes tipos de julgamentos que podem frequentar a nossa existência.

Durante a caminhada da vida nós mesmos agimos como juízes, também costumamos ecoar o juízo de outras pessoas e temos a possibilidade de direcionar nossos passos por um julgamento que consideramos como sacrossanto e usamos para isso a Lei da vida como critério para julgamento.

É importante distinguir o julgamento que tem como base a Lei da vida, das ponderações que temos a respeito do que fazemos ou dos conselhos que podemos oferecer.

Nosso juízo pessoal pode realizar julgamentos com base em posicionamento pessoal, aparência, questões momentâneas, entre muitas outras situações, onde determinamos que a outra pessoa é da forma que avaliamos e isso se torna uma verdade que ficará gravada no coração e mente. Precisamos ter muito cuidado com esses métodos de julgamento, porque o  prejulgamento é perigosíssimo.

Quando pré julgamos alguém, estamos determinando uma imagem a respeito da pessoa, que posteriormente podemos ter muita dificuldade para alterar, pois já deixamos impressa uma determinação sem sequer conhecer quem estamos julgando, sem saber quais seriam as atitudes dessa pessoa em outras situações, portanto, os julgamentos antecipados são perigosos e sempre equivocados.

Não devolver julgamentos. Alguém tem raiva de você e por isso recebe da sua parte o mesmo veredito, quando, ao invés disso, deveria receber o amor, porque você deve fazer isso não pelo posicionamento da outra pessoa, mas pela pessoa que você é, pela sua consciência de saber que a referência de julgamento que está sobre sua vida é aquela que prefere Salvar e não condenar.

Quando a sentença é dada pelo julgamento pessoal, ela pode ser imutável e você não lembrará que o réu tem, o tempo todo, à sua disposição, a possibilidade de mudar, de corrigir, de melhorar e de se transformar. Quando seu julgamento já está estabelecido “e ponto final”, não haverá a incrível oportunidade de perceber essas mudanças e curtir seus efeitos.

O julgamento dos outros te afeta ao ponto de mudar a sua trajetória?

Quando o julgamento de alguém te afeta ao ponto de fazer com que suas atitudes sejam mudadas, então você demonstra um sinal nítido de que não tem esclarecido em seu interior a compreensão estabelecida pela sua própria consciência, da superioridade do julgamento consumado, de origem da Paz e da liberdade.

É fundamental reconhecer quem de fato tem o poder julgador definitivo sobre você, por isso é preciso entender se você acredita que haverá um julgamento irrevogável da vida, por meio de um julgador soberano e divino.

Quando nos rendemos ao julgamento divino, podemos observar a importância de sermos parte de algo que ainda não compreendemos plenamente. Esse é um fator libertador, porque tira de nós o martelo de juiz e nos entrega a deliciosa possibilidade de vivermos sob a doce influência do amor, que ama inclusive os que nos fazem maldades.

O exclusivo julgamento que importa fazermos é sobre nós mesmos, apoiados nas certezas que temos a respeito da verdade e, por isso, precisamos ter plenamente estabelecido em nós qual é a verdade que acreditamos como única.

Sempre fique exposto a si mesmo com toda transparência, mostrando sem barreira os teus pensamentos e faça toda força para combatê-los, colocando-os à prova, para que eles não fiquem sustentados sem que se conheça a sua verdade real.

A fonte de onde provém a felicidade, a sabedoria e o vento é a mesma que julgará os passos de quem vive sob ela!

Quando Jesus disse “Está consumado” Ele deixou claro que o julgamento estava feito, o mal havia sido julgado e o Bem eterno está acessível por meio da ressurreição.

A confissão é determinante no resultado do julgamento da vida. Quando você confessa que seu posicionamento pessoal está ligado a Jesus, por acreditar que a Ressurreição dEle é a Salvação da sua alma e que todos os seus princípios de convívio serão baseados nos direcionamentos que Ele deixou pelos exemplos da própria existência, então você corajosamente está inserido numa aliança vitoriosa. É preciso coragem para abrir mão de si, dos critérios pessoais de julgamento que são soprados malignamente e com isso vencer o mal com o Bem. Coragem é a substância fundamental para que seu nome conste na lista dos que alcançarão a vitória do Bem! A covardia ou a mornidão, inequivocamente te farão vítima do mal.

Desejo que o Bem inunde seu coração com a Paz, que Jesus seja a Salvação e o caminho da sua vida até a eternidade.

Pratica o Bem e tudo que é bom vem!